segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hoje levantei-me estranhamente cedo. A manha ainda mal se abrira.
Entrei no chuveiro e tomei um longo duche. Quando sai, nao peguei na toalha em cima da mesinha de madeira, limitei-me a calçar os chinelos e a ir para a varanda.
Olhei para a mesa onde costumavamos tomar o pequeno almoço juntos, e depois olhei a cidade. Como é incrivel este apartamento neste ultimo andar deste prédio. Incrivelmente, nao me lembro de uma unica discussao nossa nesta varanda. Deve ter sido mesmo o unico sitio.
Estava calor, e o pouco vento que pairava no ar, provocava uma estranha sensaçao de nao sei bem o que quando ia de encontro ao meu corpo. Era boa até.
Ja estava completamente seca, e o calor tinha-se tornado ja minimamente insuportavel quando decidi voltar para dentro. Deitei-me no sofa e liguei a televisao. Passei por todos os canais disponiveis e tive que a desligar. Nao podia acreditar que tudo me fazia lembrar de ti, desde os canais de desporto aos infantis. Diz-me, como conseguiste?
Dirigi-me entao ao que costumava ser o nosso quarto. Abri uma gaveta da comoda que partilhavamos, e vesti uma das poucas camisolas que ainda tinha tuas. Te-la vestida foi como ter-te junto a mim de novo.
Nao sei bem quanto tempo se passou, ja que fiz questao de tirar todos os relogios de casa e desligar todos os telefones, mas o sol ja estava bem alto no céu.
Fui fazer um cha e sentei-me no sitio que costumava ser o nosso sitio. Encostei-me à nossa parede, aquela que tantas noites preferimos ao quarto, para ficarmos abraçados, a falar, a contar segredos e a consolarmo-nos um ao outro.
Desde que te foste nada é igual. O meu cha nao sabe ao mesmo, dormir naquela cama ja nao é tao confortavel e o tempo parece que nao passa, acho mesmo que ficou preso naquela manha; por isso tirei tudo o que me fizesse dar conta dos minutos e das horas que ja passei sem ti, mas nem por isso deixa de parecer uma eternidade. No desespero de uma resposta tua pergunto bem alto, entre soluços, 'porque é que decidimos que isto era o melhor?'.
Inspirei bem fundo o perfume que ainda permanecia na tua camisola.

Acabou*

9 comentários:

  1. o texto fala por si, nao ha muito a dizer sobre ele.
    foste fofinhaaa +.+ podias era tar vestida

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  2. e fugir dos problemas, das pessoas, da rotina, de tudo enfim

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  3. amei o texto. vês como não escrevo nada!

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  4. nao levavas nada que ia-me sentir mal xD

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  5. ninguem? tu tas sempre morta para isso (a)

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